O representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o governo americano anunciará em breve tarifas relacionadas ao uso de trabalho forçado em cadeias de produção, medida que atingirá 60 países. A decisão reforça a expectativa de que Washington confirme sobretaxas, incluindo uma alíquota de 12,5% para produtos brasileiros.
Greer declarou que a medida terá alcance amplo, mas não detalhou o cronograma da decisão. Anteriormente, foi informado que a investigação americana sobre trabalho forçado deve ser concluída na sexta-feira, dia 24. Autoridades e representantes do setor produtivo esperam que o Brasil seja alvo da tarifa adicional de 12,5%, que será cumulativa às alíquotas já estabelecidas.
Sobre o comércio com o Canadá, Greer comentou que as negociações continuam, apesar das tarifas de 50% anunciadas na segunda-feira, dia 20. Ele disse que os EUA buscam resultados benéficos para empresas americanas e cobram que Ottawa retire medidas retaliatórias adotadas contra tarifas impostas pelo ex-presidente. O representante também defendeu o fortalecimento do conteúdo regional no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).
Na esfera tecnológica, Greer explicou que o governo considera o roubo de propriedade intelectual quando empresas chinesas destilam modelos de inteligência artificial (IA). Diversas agências americanas analisam o tema, alinhadas a declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre possíveis sanções.

