O síndico do prédio onde residiam a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais e o sargento classificou o relacionamento do casal como uma “bomba-relógio”. A capitã foi levada ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20), pelo companheiro, que já estava sem vida e com sinais de violência.
O síndico, Dirceu Oliveira, declarou à imprensa que o casal brigava constantemente e que muitos vizinhos temiam um desfecho trágico. Ele afirmou que era possível ouvir discussões e gritos vindos do apartamento, principalmente por parte do sargento. “Não só eu, mas grande parte dos vizinhos já esperava que era uma bomba-relógio. Que, a qualquer momento, ia acontecer um fato como ocorreu,” disse Dirceu.
O síndico relatou ter visto marcas de sangue no corredor do andar do casal, o que foi o primeiro indício de algo errado. Em seguida, ele acessou imagens de segurança que registraram o sargento deixando o prédio carregando a esposa desacordada, por volta das 21h15 de segunda-feira.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte, que ocorreu após a capitã dar entrada no hospital com sinais de violência. O boletim de ocorrência indicou que a vítima apresentava traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas e marcas lineares compatíveis com chicotadas. Em depoimento, o sargento alegou que a capitã caiu da escada por volta do meio-dia.
A mãe da vítima informou à polícia que a filha vivia um relacionamento abusivo, marcado por controle psicológico e manipulação emocional por parte do marido. Durante a perícia no apartamento, investigadores apreenderam um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio.

