A NASA estabeleceu um limite de exposição de 0,1 mg/m³ para partículas de poeira marciana em ambientes habitáveis. O padrão, definido pelo grupo de trabalho, visa proteger tripulações em missões de curta duração, utilizando dados de simulantes e toxicologia lunar.
O grupo de trabalho de poeira marciana revisou um padrão preliminar para incorporação ao NASA-STD-3001. A conclusão do painel foi que a abordagem da agência para derivar um Limite de Exposição Permitido (PEL) contínuo de 0,1 mg/m³ em 30 dias é razoável e conservadora para as fases iniciais da exploração. Este valor foi obtido reduzindo o PEL lunar de 0,4 mg/m³ por um fator de incerteza de banco de dados de três vezes, devido a lacunas no conhecimento sobre a toxicidade da poeira marciana.
Embora a massa total da poeira seja a principal preocupação de engenharia, o painel recomendou atenção a constituintes químicos específicos. Foi sugerido que Limites Máximos Permitidos de Concentração (SMACs) sejam mantidos para perclorato e manganês, mesmo com a adoção de um limite geral, visando checagens adicionais no planejamento das missões.
O novo requisito técnico determina que o sistema limite as concentrações de partículas de poeira marciana menores que 10 μm a uma média ponderada de 24 horas de 0,1 mg/m³ durante cenários de exposição de até 30 dias. As deliberações reforçam a necessidade de balancear o conservadorismo com a viabilidade operacional da arquitetura de missões.

