O token XRP mantém posição no top dez de capitalização de mercado desde 2014, sustentado por sua função como ativo ponte em pagamentos transfronteiriços da Ripple. A tecnologia permite liquidações em segundos, reduzindo custos em comparação aos métodos tradicionais. Contudo, a utilidade operacional não se reflete integralmente no preço do ativo.
A função do XRP é viabilizar transferências bancárias internacionais, que de outra forma levariam dias e incorreriam em altas taxas. O token liquida a mesma transação em três a cinco segundos, por uma fração de centavo. A rede da Ripple já processou mais de US$ 100 bilhões em volume total, conectando mais de 300 instituições em mais de 80 países.
Entretanto, a relação entre a utilidade e o preço apresenta desafios. Apenas cerca de 40% das instituições na rede utilizam o XRP para liquidação. Muitas usam os serviços de mensagens e trilhos de pagamento da empresa sem tocar no token. Além disso, a empresa oferece a stablecoin RLUSD, que tem assumido parte do trabalho de liquidação, como ocorreu em um teste recente com JPMorgan e Mastercard, onde o pagamento foi liquidado em RLUSD.
Em termos de oferta, o volume de XRP disponível em bolsas diminuiu significativamente, caindo de cerca de quatro bilhões para menos de 1,5 bilhão em um ano, o que tende a pressionar o preço em caso de aumento da demanda. Contudo, a empresa Ripple ainda controla cerca de 36 bilhões de XRP em custódia, liberando até um bilhão mensalmente, o que modera o aperto de oferta.

