A Alphabet, controladora do Google, enfrenta gargalos de capacidade de processamento de inteligência artificial, o que gerou um backlog de US$ 462 bilhões no Google Cloud. Para resolver o desafio, a empresa desenvolveu o chip interno Frozen v2, que promete aumentar a eficiência do processamento de IA.
O segmento Google Cloud registrou receita de cerca de US$ 22,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 67% em relação ao ano anterior. Contudo, a demanda por capacidade de computação de IA superou a oferta, forçando a empresa a recusar parte de solicitações de grandes clientes. O CEO Sundar Pichai declarou que a receita seria maior sem as limitações de capacidade.
Para enfrentar o desafio, a Alphabet aumentou sua previsão de gastos de capital para o ano de 2026, visando expandir data centers e chips customizados. A solução tecnológica reside no Frozen v2, um chip especializado que incorpora partes da arquitetura do modelo Gemini diretamente no silício. Engenheiros projetam que ele pode entregar seis a dez vezes mais tokens por unidade de energia que as Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) atuais.
O Frozen v2 será implementado em 2028 como um complemento à infraestrutura existente, e não como substituto total das TPUs. Essa abordagem visa aliviar a carga operacional e permitir que o Google Cloud converta o backlog de US$ 462 bilhões em receita sustentável, fortalecendo a posição da Alphabet no mercado de IA.

