Os gastos globais com viagens corporativas devem crescer 8,1% em 2026, segundo o Business Travel Index da Global Business Travel Association (GBTA). O setor, que atingiu US$ 1,57 trilhão em 2025, deve ultrapassar US$ 2 trilhões até 2029, impulsionado pelo aumento de custos de passagens e hospedagem.
Apesar da projeção de crescimento, a confiança do mercado recuou, conforme levantamento da GBTA. O percentual de profissionais otimistas caiu de 59% em janeiro para 41% ao final do primeiro trimestre de 2026. O aumento de custos e a instabilidade geopolítica são citados como fatores que mantêm o gasto total, mesmo com possível redução no volume de deslocamentos.
Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, aponta que a falta de gestão estruturada é um erro comum. Ele disse que muitas empresas não centralizam reservas nem acompanham indicadores, o que dificulta a identificação de desperdícios e reduz o poder de negociação com fornecedores.
O executivo detalhou que gastos invisíveis, como alterações de reservas, reembolsos e tempo improdutivo por planejamento inadequado, escapam dos relatórios tradicionais. Marteletto afirmou que a fragmentação das informações impede a visão do custo real de cada viagem, tornando as decisões reativas em vez de estratégicas.
Para otimizar, Marteletto orienta a centralização de dados para acompanhar métricas como custo médio e aderência a políticas internas. Ele sustenta que relatórios gerenciais e ferramentas de inteligência aumentam a previsibilidade financeira, permitindo que as viagens integrem o planejamento estratégico das organizações.


