A Justiça dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, um negócio avaliado em US$ 110 bilhões. A paralisação ocorreu após uma ação movida por uma coalizão de 12 estados, liderada pela Califórnia, que argumenta que a união pode reduzir a concorrência e afetar os consumidores.
Os estados alegam que a fusão criaria um grupo de mídia com grande poder, capaz de elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a competição no setor. Segundo a ação, se a compra avançar antes da decisão final, a Paramount poderia iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery, o que dificultaria reversões caso a fusão seja considerada ilegal posteriormente.
O processo foi apresentado em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e pode atrasar os planos da Paramount de competir com gigantes do streaming, como Netflix e Disney. A empresa contestou a ação, afirmando que os estados interpretam de forma equivocada as leis antitruste dos EUA e que o atraso prejudicaria trabalhadores do setor de entretenimento.
A aquisição, anunciada em fevereiro, já enfrentava desafios regulatórios internacionais. Enquanto o Departamento de Justiça dos EUA aprovou a operação, autoridades da Comissão Europeia e do Reino Unido analisaram os impactos concorrenciais. A fusão, se concretizada, formaria um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e reuniria marcas como HBO, CNN e DC Comics.


