A escalada de tensões no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo, elevando riscos para a economia global. Contudo, a melhora do cenário inflacionário nos Estados Unidos tem reduzido o receio de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed), segundo relatório do Goldman Sachs.
O principal risco de curto prazo, segundo o banco, permanece sendo o mercado de energia. Embora a instituição mantenha projeções de Brent em US$ 80 por barril no fim de 2026 e US$ 75 em 2027, novos ataques à infraestrutura do Oriente Médio podem elevar a commodity acima de US$ 100 por barril.
Em contrapartida, o Goldman destaca notícias inflacionárias favoráveis. O banco estima que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) mostrou comportamento benigno em junho, reforçando a expectativa de desaceleração. Essa melhora inflacionária praticamente eliminou chances de alta de juros na reunião do Fed, marcada para os dias 28 e 29 de julho.
A economia americana cresceu próximo de 2,25% no primeiro semestre, mas o Goldman prevê desaceleração no restante do ano. O ambiente global apresenta forças opostas: riscos geopolíticos energéticos contra uma inflação mais controlada e perspectiva de condições monetárias menos restritivas.

