O Centro de Pesquisa Langley da NASA foi responsável por desenvolver tecnologias essenciais que permitiram o pouso bem-sucedido das espaçonaves Viking em Marte, em 20 de julho de 1976. A equipe, sediada em Hampton, Virgínia, estabeleceu o modelo de exploração planetária que guia missões subsequentes.
Em 1968, a NASA selecionou Langley para liderar o projeto Viking, uma missão americana destinada a pousar em Marte e buscar sinais de vida. O gerente de projeto, James S. Martin Jr., exigiu rigor técnico e testes completos em todos os sistemas. Os engenheiros enfrentaram o desafio de desacelerar uma espaçonave em queda na atmosfera marciana a mais de 10.000 milhas por hora.
Para isso, a equipe desenvolveu o escudo térmico protetor e o paraquedas supersônico, utilizando sua experiência em aerodinâmica de entrada atmosférica. Além disso, Langley criou uma abordagem para selecionar locais de pouso seguros, combinando dados de orbitadores com informações de radar terrestre, um método que se tornou padrão para missões a Marte.
O projeto Viking surgiu de uma mudança estratégica, pois o conceito anterior, o Voyager Mars lander, foi cancelado por ser muito custoso. O novo design, apoiado por Langley, tornou a missão viável, estabelecendo um ‘manual de procedimentos planetários’ que influenciou missões como Curiosity e Perseverance.

