Com o término da Copa do Mundo, a atenção dos investidores migra para a eleição presidencial de 2026, vista como um vetor chave para os ativos nacionais. Relatórios de Goldman Sachs e JPMorgan indicam que a disputa permanece polarizada entre o atual presidente e um senador, com pouca chance de uma terceira via ganhar força até outubro.
O Goldman Sachs sinaliza que o aumento da atenção dos investidores ocorrerá nas próximas semanas, quando os partidos realizarem convenções para oficializar candidaturas. O PT deve confirmar o atual presidente para um quarto mandato, enquanto o PL deve oficializar a candidatura do senador. As convenções ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, antes do início oficial da campanha em 16 de agosto, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro.
As projeções de mercado mostram uma corrida apertada. Segundo o Goldman Sachs, o atual presidente mantém vantagem de cerca de 3 a 4 pontos percentuais em cenários de segundo turno. O banco também aponta que os mercados de apostas atribuem 62% de probabilidade de vitória ao presidente, contra 26% para o senador. O JPMorgan, por sua vez, alerta que a eleição pode permanecer indefinida até os momentos finais, citando o histórico de reviravoltas em disputas passadas.
Além do resultado eleitoral, investidores monitoram os impactos na política fiscal e no ambiente de negócios. O Morgan Stanley mantém recomendação de compra para o mercado brasileiro, citando inflação controlada e perspectiva de queda de juros. A combinação de preços atrativos e a disputa competitiva pode aumentar a volatilidade, mas também abrir espaço para reprecificação dos ativos.

