A atividade econômica brasileira cresceu 0,7% em maio em comparação com abril, na série sazonal, segundo o Monitor do PIB divulgado pela FGV. O crescimento foi puxado principalmente pela agropecuária, serviços e consumo das famílias. No acumulado de cinco meses de 2026, o PIB atingiu R$ 5,466 trilhões.
A análise da FGV indica que a agropecuária e o setor de serviços foram os pilares da atividade em maio. A indústria, contudo, manteve-se estável, sinalizando perda de dinamismo. Pela demanda, o consumo familiar foi o principal motor, crescendo 3,3% no trimestre móvel encerrado em maio, o maior ritmo desde o final de 2024, impulsionado por bens duráveis e serviços.
No que se refere aos investimentos, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 2,0% no trimestre móvel, com destaque para tecnologia da informação. A taxa de investimento ficou em 18,6% do PIB em maio, a preços constantes. No setor externo, as exportações subiram 4,3% no trimestre móvel, o menor avanço desde meados de 2025, devido à desaceleração da indústria extrativa mineral.
As importações, por sua vez, aumentaram 8,9%, maior alta desde 2025, impulsionadas por serviços de telecomunicações e compra de automóveis. A coordenadora do Monitor do PIB, Juliana Trece, afirmou que, apesar do resultado positivo, a composição do crescimento aponta para um ritmo mais moderado nos próximos meses, pois indústria, investimentos e exportações perderam força mensalmente.

