A Polícia Federal iniciou, nesta segunda-feira, o esquema de segurança para os candidatos à Presidência da República. Os pré-candidatos devem solicitar o serviço após a homologação partidária. A corporação estima gastar cerca de R$ 95 milhões para proteger até dez concorrentes nas eleições de 2026.
Os grupos de segurança são formados por delegados, agentes e escrivães especializados. A Diretoria de Proteção à Pessoa da PF informou que mais de 600 profissionais foram capacitados em 2025 e 2026, e até 458 servidores serão recrutados para a função. A PF também realizou uma avaliação de risco para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proteção eleitoral será coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela PF. Já o pré-candidato Flávio Bolsonaro optou por manter a equipe da Polícia Legislativa do Senado, dispensando o apoio da PF. A corporação afirmou que o tratamento será igualitário para todos os solicitantes.
As equipes serão coordenadas a partir da Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília. As ações de segurança serão integradas com as forças estaduais e municipais, visando o suporte logístico e decisões rápidas durante as campanhas.

