O ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias a autorização para Flávio visitar Jair Bolsonaro. A decisão, que ocorreu após a divulgação de cartas de apoio, levanta questionamentos sobre o impacto na campanha do ex-presidente e na percepção de perseguição política.
Flávio divulgou cinco mensagens escritas à mão, confirmando seu apoio à pré-candidatura do filho de Bolsonaro à Presidência. A última carta, lida em 11 de julho, reafirmou o apoio e pediu aos aliados que deixassem de lado divergências. A suspensão das visitas, comunicada dois dias depois, sinalizou que a divulgação de novas mensagens políticas pode ser vista como descumprimento da ordem judicial.
A medida gera efeitos contraditórios. Por um lado, Flávio perde a interlocução direta com sua principal referência política, dificultando a discussão dos rumos da campanha. Por outro lado, a suspensão pode fortalecer a interpretação entre os apoiadores de que Bolsonaro e sua família são vítimas de perseguição política.
A reação foi imediata na base governista. Um vice-líder do governo pediu ao STF a revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, alegando que a divulgação das cartas havia descumprido as restrições impostas pelo ministro. A questão permanece aberta sobre qual efeito terá maior peso nas urnas.

