A organização médica humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) solicitou a ampliação urgente das medidas de contenção e atendimento ao Ebola na República Democrática do Congo. O surto, causado pela cepa Bundibugyo do vírus, atingiu 1.926 casos e 702 mortes em menos de cinco semanas, segundo dados oficiais.
MSF informou que o número de casos confirmados triplicou em menos de cinco semanas, configurando o terceiro maior surto de Ebola já registrado. A organização opera sete centros de tratamento e mais de 15 unidades de isolamento no país.
A gerente do programa de emergências da MSF, Trish Newport, declarou que “Cada atraso custa vidas. Ainda estamos correndo atrás do surto, em vez de nos anteciparmos a ele”, pedindo maior coordenação internacional para o atendimento da doença. A organização alertou que comunidades fora das áreas urbanas recebem apoio inadequado.
O médico e gerente do programa médico da MSF, Ayokunnu Raji, explicou que a vigilância, os testes e os enterros seguros necessitam de mais recursos. Ele disse que, em Mongbwalu, “vemos todos os dias as consequências mortais dessas lacunas para as pessoas”, visto que os pacientes chegam em estado crítico.

