Um juiz da Audiencia Nacional avaliou a ampliação da investigação sobre um ex-presidente por supostas comissões ilegais. A decisão permite que a Unidade de Delincuencia Económica e Fiscal (UDEF) prossiga com apuração de valores recebidos em Bolívia.
O magistrado José Luis Calama instrui a causa que investiga o ex-líder por cobrança de comissões em um resgate público da aerolínea Plus Ultra. A resolução avalia a possibilidade de a UDEF ampliar a investigação se surgirem novos indícios de verossimilhança delitiva.
A decisão ocorre após o ex-presidente solicitar a exclusão de um relatório policial. Este documento apontava que o ex-líder recebeu 200.000 euros do Grupo Gloria, empresa peruana. O valor teria sido pago por suposta influência junto a altos cargos bolivianos, incluindo o presidente Luis Alberto Arce, para resolver problemas judiciais no país.
A UDEF indicava que o ex-dirigente socialista recebeu o montante por meio da empresa Focus Social Research, sob a justificativa de consultoria. A apuração sugere que o pagamento foi, na verdade, uma intermediação para que o grupo empresarial evitasse uma multa de 107 milhões de dólares.


