As exportações brasileiras para a China cresceram 22% no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 58,3 bilhões, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O superávit comercial alcançou US$ 19,8 bilhões, refletindo o aumento nas remessas de petróleo e a forte demanda chinesa por veículos eletrificados.
O fluxo comercial foi influenciado pelo conflito no Oriente Médio, que afetou o fornecimento de petróleo. Os embarques de petróleo bruto do Brasil para a China cresceram 62% em valor no período, atingindo valores recordes em março, abril e junho. O país asiático compra mais da metade das exportações de petróleo brasileiras.
Em contrapartida, as importações brasileiras da China foram elevadas pela aquisição de veículos eletrificados, que tiveram suas compras multiplicadas por quatro. Esses veículos representaram 15% das importações totais do parceiro asiático no semestre. O CEBC explicou que a antecipação de compras ocorreu antes do aumento da tarifa de importação.
Outros produtos importantes nas exportações incluem soja e minério de ferro, que somam 76,5% do total enviado ao parceiro. Já na carne bovina, as exportações dispararam 50%, totalizando US$ 4,8 bilhões, mas o executivo do CEBC avalia possível recuo no segundo semestre devido a barreiras tarifárias.

