A renovação da frota de veículos pesados representa uma medida imediata para a descarbonização do transporte de cargas no Brasil. Um estudo do Instituto Mauá de Tecnologia indica que a substituição de caminhões antigos por modelos mais modernos pode reduzir em cerca de 11% as emissões de gases de efeito estufa.
O levantamento analisou o impacto da troca de caminhões antigos por modelos atuais sobre consumo de combustível, eficiência energética e emissões atmosféricas. José Eduardo Luzzi, presidente do Conselho do Instituto MBCBrasil, declarou que, enquanto a eletrificação ocorre gradualmente, a renovação da frota é uma das ações mais rápidas e efetivas para reduzir emissões e aumentar a eficiência logística.
A modernização é vista como componente indispensável, pois, mesmo com a expansão de tecnologias como caminhões elétricos, a frota a diesel permanecerá predominante por décadas. Especialistas defendem que a implementação da Inspeção Técnica Veicular (ITV) deve acompanhar a renovação, fornecendo dados objetivos para orientar políticas públicas.
O Governo Federal já disponibilizou instrumentos de financiamento para este fim. O programa BNDES Mais Mobilidade, parte do Move Brasil, aprovou R$ 6,6 bilhões para aquisição de veículos pesados, contando com dotação total de até R$ 21 bilhões para modernizar a frota nacional.


