A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) alertou nesta quarta-feira (14) que novas tarifas dos Estados Unidos podem reduzir a competitividade dos produtos brasileiros. A taxação, prevista para começar em 15 de julho de 2026, pode levar importadores a substituírem fornecedores nacionais por concorrentes internacionais.
A federação defendeu a intensificação das negociações entre Brasil e EUA, a ampliação da lista de exceções e a definição de regras claras sobre a aplicação das tarifas. Segundo a FIEMG, enquanto o ato final não for publicado, empresas exportadoras enfrentam incerteza sobre custos, contratos e acesso ao mercado americano. O objetivo principal, afirmou a federação, é evitar que o Brasil perca competitividade de forma duradoura para países que disputam os mesmos mercados.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresentou propostas de taxação em 1º e 2 de junho de 2026. As propostas incluem uma taxa de 25% por práticas desleais de comércio, decorrente de investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025.
Outra medida proposta é a aplicação de 12,5% devido à falta de restrição à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão, resultado de uma investigação global conduzida pelo USTR.


