O chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orléans e Bragança, anunciou que não reconhecerá o casamento do Príncipe do Grão-Pará, Dom Rafael de Orléans e Bragança, com Margherita delle Piane. A decisão, comunicada durante o 36º Encontro Monárquico Nacional, ameaça retirar o herdeiro da linha sucessória defendida pelo grupo.
A divergência surge em função do casamento de Dom Rafael, marcado para novembro na Itália. Segundo o ramo de Vassouras, a união não atende aos critérios dinásticos exigidos, pois a noiva não pertence a uma casa real reinante. Dom Bertrand afirmou que, caso o casamento prossiga sem sua autorização, o sobrinho perderá direitos dinásticos.
Em comunicado lido durante o encontro em São Paulo, o chefe da Casa Imperial declarou que, se a união for celebrada, a irmã de Dom Rafael, Dona Maria Gabriela de Orléans e Bragança, passará a ser considerada a “Princesa Imperial do Brasil”.
O impasse reflete uma disputa histórica entre os ramos da família, que divergem sobre as regras de sucessão. Enquanto o ramo de Vassouras sustenta que casamentos devem ser autorizados pelo chefe da Casa Imperial, o ramo de Petrópolis rejeita essa exigência, alegando que a Constituição de 1824 não condiciona os direitos sucessórios à origem nobiliárquica do cônjuge.


