A liderança do ODS avalia a continuidade de um candidato em Praga 1 após a revelação de que ele herdou 232 milhões de coroas de seu pai, um médico obstetra. A discussão, marcada por tensões internas, deve ocorrer em reunião de presidência na terça-feira às 18h, onde se definirá o futuro do postulante.
A questão patrimonial gerou questionamentos sobre a transparência do candidato. Segundo a presidência do partido, o postulante não explicou adequadamente seus bens. Documentos indicam que a herança de seu pai, um médico obstetra, inclui 15 diamantes, ouro, joias, títulos de dívida, dinheiro em espécie e uma lancha ancorada em Sukosana, Croácia.
Além do presidente do partido, outros líderes do ODS, como Tomáš Portlík e Alexandra Udženij, pediram o afastamento do candidato das eleições. A liderança afirmou possuir “ferramentas claras” para intervir quando um candidato ameaça a credibilidade ou o sucesso eleitoral do ODS.
Entre as medidas possíveis, a dissolução da célula local foi citada como uma opção, embora uma representante do ODS tenha manifestado esperança de que tal medida não seja necessária. O candidato, por sua vez, defendeu-se, alegando que as acusações surgiram apenas com base em matérias da imprensa e que nunca foi acusado formalmente.

