Torcedores argentinos adotam rituais de superstição antes da semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra. As práticas, conhecidas como ‘cabalas’, envolvem desde repetir vestimentas até congelar nomes de jogadores, buscando influenciar o resultado do jogo.
A devoção ao futebol na Argentina inspira rituais que os torcedores acreditam trazer sorte à seleção. Muitos se recusam a citar os adversários ou usam as mesmas roupas e refeições de partidas anteriores, convencidos de que qualquer mudança pode prejudicar as chances de conquista do troféu.
Um estudante de 13 anos explicou que escrevem o nome do jogador principal e do goleiro em papel e o colocam no congelador. Outro torcedor, de 18 anos, planeja congelar o nome de um jogador rival, seguindo a tradição. A prática remete ao folclore do futebol argentino, consolidado por figuras como Carlos Bilardo, técnico que levou a seleção ao título em 1986.
O atual técnico, Lionel Scaloni, também admite ter um ritual pessoal. Além disso, costumes mais recentes incluem o uso de imagens geradas por inteligência artificial mostrando jogadores rivais congelados em gelo, uma forma simbólica de impedir sua atuação no campo.

