O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) acompanha indivíduos por toda a vida, manifestando-se em desatenção e impulsividade. Segundo a Federação Mundial de TDAH, 2,5% dos adultos convivem com o diagnóstico. A condição pode comprometer a vida profissional e pessoal se não for identificada e tratada.
A especialista Marciléa Dias, professora do curso de Psicologia da Estácio, aponta que o preconceito é um grande obstáculo para adultos com TDAH no ambiente de trabalho. Ela afirma que muitas empresas rotulam pessoas com o transtorno como desatentas ou preguiçosas, quando na verdade necessitam de adaptações. As mudanças sugeridas incluem flexibilizar horários, passar instruções por escrito e reduzir a exposição a estímulos excessivos.
Identificar o TDAH na fase adulta é mais complexo, pois muitos indivíduos aprendem a mascarar seus sintomas para se adequar à rotina social. Por isso, o diagnóstico exige avaliação detalhada por psiquiatras e neuropsicólogos. Sintomas frequentes são procrastinação severa, desorganização e dificuldade em cumprir prazos.
A psicóloga explica que, na vida adulta, a hiperatividade física tende a diminuir, dando lugar a uma inquietação mental constante. O transtorno frequentemente se associa a ansiedade e depressão. Embora não haja cura, o tratamento com psicoterapia e, se necessário, medicamentos, permite compreender o funcionamento do transtorno e melhorar a qualidade de vida.


