O esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) encontrou vestígios de que um prédio da associação de moradores da comunidade Dois Irmãos, em Curicica, foi atingido por uma granada lançada por um drone. A varredura técnica identificou dois pontos com vestígios de explosão compatíveis com Artefatos Explosivos Improvisados (AEIs). A 32ª DP (Taquara) e a Delegacia de Homicídios investigam o caso.
A análise técnica da Core confirmou que os vestígios de explosão conferem com artefatos lançados por aeronaves remotamente pilotadas. Além do ataque ao prédio, os cães farejadores da corporação localizaram um espaço suspeito de ser cemitério clandestino do tráfico local, onde foi encontrada uma cabeça humana.
Em outra frente, o delegado Marcos Motta, da Coordenadoria de Operações Aéreas Não Tripuladas (Coant), afirmou que o uso de drones integra a estratégia das quadrilhas. Ele explicou que há dados de inteligência que apontam que facções criminosas do Rio de Janeiro enviam integrantes para a Ucrânia para aprender técnicas de combate com esses equipamentos.
As investigações também revelaram que os criminosos fabricam parte dos explosivos. Segundo a Polícia Civil, os integrantes das facções produzem a estrutura das granadas em impressoras 3D antes de abastecer os artefatos com materiais inflamáveis.


