Astronautas realizaram os primeiros exames de raio-X em órbita durante a missão Fram2, utilizando um equipamento portátil. A iniciativa, que supera limitações de quarenta anos, permite diagnósticos médicos e inspeções de componentes em ambientes de microgravidade.
Historicamente, o ultrassom foi o único método de imagem médica disponível no espaço. Pesquisadores da Mayo Clinic explicaram que a dificuldade em manter a técnica de ultrassom em ambientes apertados e ruidosos impedia a adoção de outras modalidades. Equipamentos de raio-X, por serem pesados e gerarem radiação, eram considerados tecnicamente desafiadores para uso em órbita.
A superação dessas barreiras veio com o desenvolvimento de máquinas de raio-X comerciais, como o MinXray TR90BH. Em um estudo recente, os astronautas gastaram apenas quatro horas de treinamento para operar o dispositivo portátil. Eles realizaram exames pré-voo, em voo e pós-voo, cobrindo áreas como mão, tórax e abdômen.
Após o retorno, radiologistas independentes avaliaram as imagens, confirmando que, apesar de pequenas variações na qualidade das imagens centrais, os resultados eram comparáveis aos obtidos na Terra. A pesquisadora Sheyna Gifford afirmou que a obtenção de raios-X diagnósticos no espaço é viável para pessoas com treinamento mínimo.
Além de emergências médicas, os pesquisadores indicam que o raio-X é crucial para a presença humana sustentada no espaço, pois permite inspecionar eletrônicos e trajes espaciais sem desmontá-los. Contudo, os astronautas relataram que o equipamento sofreu danos externos menores durante o pouso.

