Claudia Villafañe, viúva de Maradona, exibiu a camisa do gol de mão contra a Inglaterra, na Copa do Mundo de 1986, em programa de televisão argentino. A aparição reacendeu a controvérsia sobre a autenticidade do uniforme, que foi vendido em leilão em 2022 por 7,14 milhões de libras, equivalente a R$ 44,5 milhões na época.
Villafañe destacou detalhes da peça, como as manchas na gola e os escudos bordados artesanalmente. Segundo ela, a camisa foi uma opção de última hora, pois a Argentina não possuía uniforme reserva para enfrentar a Inglaterra. Ela explicou que os escudos foram costurados por mulheres da concentração, devido à falta de uniformes oficiais.
A polêmica surgiu após o leilão de 2022. A família de Maradona contestou a autenticidade, afirmando que a camisa teria sido usada apenas no primeiro tempo, enquanto os gols ocorreram na segunda etapa. A casa de leilões Sotheby’s, contudo, garantiu a autenticidade, apresentando um comparativo de bordados.
O ex-jogador inglês, Steve Hodge, que deu a assistência no gol, havia guardado a camisa por quase 40 anos. Em sua autobiografia, ele relatou que a troca de uniforme foi um ato casual após o término da partida. Apesar disso, a disputa sobre qual tempo o uniforme foi usado permanece em aberto.

