O ETF FCG, que investe em produtores de gás natural, registrou alta de 16,69% no ano, enquanto o fundo UNG, focado em futuros, caiu 4,08% no mesmo período. Essa disparidade ilustra como a demanda crescente por GNL favorece mais as empresas produtoras do que os contratos futuros.
O fundo UNG, um veículo de varejo para apostar na alta do preço spot do Henry Hub, tem apresentado desempenho negativo. Em 7 de julho de 2026, o fundo fechou em US$ 11,60, registrando queda de 22,17% no último ano. A estrutura do fundo sofre com o processo de ‘roll’ mensal de futuros em contango, onde a venda de contratos próximos e a compra de contratos futuros mais distantes geram um desgaste contínuo, agravado por uma taxa de despesa de 1,24%.
Em contraste, o ETF FCG, que detém produtores de gás natural, obteve retorno de 16,69% no ano. Esse resultado reflete o crescimento da demanda por GNL, conforme projeções da EIA, que prevê exportações médias de 17,0 Bcf/dia em 2026. O crescimento do volume de exportação beneficia a receita dos produtores, independentemente da variação do preço do Henry Hub.
A análise sugere que o investimento em produtores é mais adequado para apostar no crescimento de longo prazo da demanda por GNL, enquanto o fundo de futuros pode servir para cobrir picos de preço de curto prazo. A decisão de investimento depende do horizonte de tempo do investidor.


