O sistema de pagamentos PIX, criado pelo Banco Central, tornou-se um ponto de atrito comercial entre Brasil e Estados Unidos. Washington acusa o país de favorecer um sistema estatal e tratar mal empresas americanas de cartão de crédito. A disputa pode levar a tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
O PIX, lançado em 2020, consolidou-se como o meio de pagamento mais usado no Brasil, respondendo por 54% de todas as transações, segundo o Banco Central. O sistema, que permite pagamentos em segundos, foi defendido pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que afirmou ao USTR que ele incluiu milhões de brasileiros fora do sistema bancário tradicional.
A contestação de Washington foca no fato de o Banco Central atuar como regulador e operador do PIX, o que, segundo o USTR, gera conflito de interesses. Além disso, o governo americano alega que bancos são obrigados a destacar o PIX em seus aplicativos e não podem cobrar tarifas, forçando provedores americanos a promover um concorrente brasileiro.
Em resposta, o governo brasileiro rejeita as acusações, argumentando que o PIX beneficiou o mercado digital. O USTR, por sua vez, avalia a imposição de tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras, decisão que deve ser anunciada em breve.

