A plataforma Vakinha, pioneira em crowdfunding no Brasil, mantém o foco em causas pessoais e impacto social, apesar de grandes adaptações tecnológicas. A empresa, fundada em 2009, registra cerca de 2 mil novas vaquinhas criadas diariamente e conta com mais de 15 milhões de usuários.
O fundador e CEO, Luiz Felipe Gheller, afirmou que o negócio surgiu antes da popularização do termo crowdfunding, focando em “levantar dinheiro para a pessoa que está precisando, para várias causas”. Segundo Gheller, a decisão de manter a essência da plataforma se deu para permanecer como líder em “causa mais pessoal”, evitando desvios de rumo que poderiam comprometer o impacto positivo.
Apesar de ter enfrentado ameaças, como a ascensão do Pix, a plataforma se adaptou. Gheller reconheceu que o Pix tinha potencial para desestabilizar o modelo, mas a confiança dos usuários no intermediário do Vakinha manteve o volume financeiro crescente. A empresa também acelerou processos internos, reduzindo o prazo de liberação de fundos de 14 para 5 dias e integrando inteligência artificial na análise de risco.
A reputação da plataforma foi testada em grandes eventos de solidariedade. Durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, a campanha arrecadou cerca de R$ 80 milhões, superando a meta inicial de R$ 5 milhões. Gheller explicou que a força da empresa reside no volume de campanhas menores, e não apenas nos casos de emergência.
Para impulsionar a arrecadação, a empresa desenvolveu novos produtos, como o Vakinha Anúncios, que permite a compra de publicidade em redes sociais. Além disso, o Instituto Vakinha, criado em 2020, executa projetos próprios, como o Mulheres Transformam, capacitando mulheres em situação de vulnerabilidade para gerar renda.

