O ETF de transporte marítimo de petroleiros, Breakwave Tanker Shipping ETF (BWET), registrou alta de 1.002,85% no ano até a data da matéria. O fundo superou o Fundo de Petróleo dos EUA (USO), que subiu 70,45%, e o Fundo de Setor de Energia SPDR (XLE), que subiu 28,66%, ao capturar o impacto do frete.
O desempenho do BWET reflete o choque geopolítico que forçou o desvio de navios ao redor da África após o fechamento do Estreito de Ormuz em fevereiro, em função do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Enquanto os fundos de petróleo e energia se beneficiaram da alta do barril, o BWET capturou o aumento das tarifas de frete, que se mantiveram elevadas devido ao gargalo logístico.
O produto de futuros de petroleiros acompanha os contratos de frete de petroleiros, inicialmente ponderado em 90% para contratos de Very Large Crude Carrier (VLCC) e 10% para Suezmax. A capacidade da frota não se reajustou em um prazo de duas semanas, o que manteve as tarifas diárias altas, mesmo com a queda do preço do WTI para US$ 69,60 por barril.
O fundo BWET possui uma taxa de despesa de 3,50%, superior à do Fundo de Setor de Energia (0,08%) e ao produto de futuros de petróleo (aproximadamente 0,60%). Contudo, o risco principal reside na possibilidade de um cessar-fogo ou reabertura do Estreito de Ormuz, o que comprimiria rapidamente as tarifas diárias.


