O mercado financeiro registra sinais de retorno do fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira após a divulgação de dados de inflação favoráveis no Brasil e nos Estados Unidos. Em 10 de julho, o Ibovespa subiu cerca de 3% com aportes de R$ 1,5 bilhão, revertendo o déficit mensal.
A queda do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA em junho, que registrou recuo de 0,4% contra a expectativa de 0,1%, reduziu as projeções de alta de juros no país. Especialistas afirmam que esse cenário, somado à possibilidade de cortes na taxa Selic no Brasil, aumenta a atratividade da renda variável para investidores internacionais.
Segundo a equipe de estratégia da Ágora Investimentos, o consenso entre gestores ainda é favorável ao Brasil, enquanto analistas como André Matos, da MA7 Negócios, comentaram que o CPI americano tira pressão do mercado. Ele explicou que a redução das expectativas de juros nos EUA tende a enfraquecer o dólar e reabrir o apetite global por risco, o que beneficia ativos emergentes.
O fluxo estrangeiro no Brasil demonstrou recuperação em julho, interrompendo uma sequência de perdas. No entanto, especialistas ressaltam que o impacto positivo nos ativos brasileiros dependerá da persistência da desinflação americana e da evolução do risco fiscal doméstico. O risco geopolítico, como a tensão no Estreito de Ormuz, continua influenciando a volatilidade do fluxo.

