O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação temporária da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, nesta terça-feira. A decisão, que vale por 180 dias, busca reduzir as importações de combustível fóssil do país, segundo o Ministério de Minas e Energia.
O aumento da participação do biocombustível permite que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano, conforme comunicado oficial. A medida foi tomada considerando a volatilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, marcada pela instabilidade no abastecimento global.
O país também projeta um volume recorde de etanol em 2026, impulsionado pelo maior direcionamento da cana-de-açúcar à produção do biocombustível. O Ministério de Minas e Energia explicou que a adoção da mistura E32 foi subsidiada por estudos técnicos que indicaram que não há impactos relevantes no funcionamento dos veículos.
Em comunicados separados, o CNPE atualizou resoluções sobre o uso voluntário de biodiesel e estabeleceu diretrizes para combater fraudes e adulterações no mercado de combustíveis. A nova norma prevê atualização dos mecanismos de controle e rastreabilidade do setor.

