A renda fixa captou R$ 127,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo o balanço do DataWatch. Enquanto isso, o investidor estrangeiro desfez 40% da posição acumulada até abril na Bolsa. O Ibovespa preservou cerca de um terço da alta anual, e a curva de juros futuros devolveu parte do prêmio construído em maio.
A captação líquida na indústria de fundos concentrou-se no primeiro bimestre, quando R$ 101,6 bilhões, ou 80% do total, entraram na renda fixa. A renda fixa foi a única classe relevante com saldo semestral positivo. Os fundos de ações seguiram trajetória simétrica ao índice, registrando resgates no primeiro bimestre e um novo resgate de R$ 4,3 bilhões em junho, quando a correção se consolidou.
Na Bolsa, o fluxo de capital estrangeiro desacelerou de forma monotônica, invertendo o sinal em maio. O Ibovespa acumulou valorização próxima de 24% no pico de abril, mês em que o saldo estrangeiro atingiu o máximo. Contudo, o índice encerrou junho com alta acumulada de cerca de 8,25%, aproximadamente 13% abaixo do topo.
A curva de juros futuros também apresentou mudanças. Entre maio e julho, a estrutura a termo fechou em todos os vértices, com a compressão concentrada na barriga de 2028–2029. O nível da curva atual parte de 14,15% no curtíssimo prazo, indicando compressão do prêmio de estresse, mas sem reprecificação de um ciclo de afrouxamento monetário.

