A suspensão de 90 dias das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), forçou a campanha a recalcular a estratégia eleitoral. Aliados defendem que o senador endureça o discurso contra a Corte, explorando a narrativa de perseguição política ao bolsonarismo.
A mudança de tom ocorre após o ministro concluir que o senador utilizou o direito de visita para obter uma carta que seria divulgada nas redes sociais, burlando a proibição imposta ao ex-presidente. Além da suspensão, Moraes determinou que a defesa esclarecesse em 48 horas se o ex-presidente sabia da publicação, encaminhando o caso ao procurador-geral eleitoral.
Em resposta, o senador adotou um discurso mais duro em manifestação pública, acusando Moraes de tentar “interferir nas eleições” e questionando o prazo imposto. Correligionários avaliam que o episódio pode transformar uma derrota política em ativo eleitoral, legitimando um discurso “antissistema”.
A campanha também divulgou nota comparando a situação de Bolsonaro com a de Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso. Essa comparação deve se tornar uma linha central do discurso, focando no alegado tratamento desigual pelo Judiciário.

