Uma influenciadora utilizou a inteligência artificial como uma “consciência alimentar” para investigar os motivos por trás dos desejos de comer fora dos horários habituais. A ferramenta estimulou a reflexão sobre sentimentos, revelando que os impulsos eram frequentemente ligados à ansiedade ou ao estresse, e não à fome física.
A dinâmica criada pela influenciadora consistia em conversar com a IA antes de consumir algo não planejado. Em vez de receber orientações dietéticas, ela era questionada sobre a origem do desejo, com perguntas como: “Você está com fome ou apenas entediada?” e “Se esperar vinte minutos, ainda vai sentir vontade de comer?”. Segundo a influenciadora, o exercício fez com que ela observasse situações antes ignoradas, percebendo que muitas vezes estava ansiosa ou estressada.
Essa experiência levou a uma compreensão de que sua relação com a comida era predominantemente emocional. Ela afirmou que comia para aliviar sentimentos ou preencher o tédio. O processo de mudança também envolveu terapia convencional e constelação familiar, visando tratar a causa dos padrões de comportamento, e não apenas o sintoma.
Para a influenciadora, o principal efeito foi criar uma pausa entre o impulso e a decisão. Ela comentou que a IA não julgava, apenas fazia refletir, o que ajudou a entender que cuidar da alimentação passa por entender as emoções. A tecnologia serviu como recurso de reflexão, mas o autoconhecimento e o acompanhamento profissional foram cruciais para a transformação.

