A prática de realizar várias tarefas simultaneamente não aumenta a produtividade, segundo estudos. A interrupção de atividades para checar mensagens ou e-mails causa queda na concentração, exigindo esforço cerebral extra para retomar o foco.
A falsa sensação de eficiência advém do ritmo acelerado das interrupções, mas o resultado prático é inferior ao de um foco contínuo. Pesquisas em neurociência demonstram que o cérebro não foi projetado para alternar rapidamente entre atividades complexas. O foco deve ser organizado em períodos de dedicação exclusiva para cada tarefa.
Uma ferramenta simples para reduzir essa queda de desempenho é a respiração consciente. Ao mudar de atividade, exercícios respiratórios atuam como um “reset” natural, restaurando a clareza mental. Um método prático consiste em inspirar por dois segundos, segurar por quatro e expirar lentamente em seis ou oito segundos, repetindo onze vezes.
Essa técnica promove equilíbrio entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático, diminuindo a ansiedade. Pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que estudantes que praticaram atenção plena por trinta dias apresentaram desempenho acadêmico superior aos colegas não praticantes.


