A venda de atletas rendeu US$ 553,7 milhões, o equivalente a R$ 2,86 bilhões, ao Brasil em 2025. O valor, registrado pelo Banco Central, demonstra a posição do país como maior exportador de jogadores do mundo. O saldo da balança de pagamentos ficou positivo em US$ 319 milhões, ou R$ 1,65 bilhão.
Os clubes brasileiros investiram US$ 234,7 milhões, ou R$ 1,2 bilhão, na contratação de atletas estrangeiros no mesmo período. O saldo positivo reflete a consolidação da comercialização de jogadores como fonte de receita. Cesar Grafietti, consultor de gestão e finanças do esporte, afirmou que quase 30% da arrecadação das equipes da Série A em 2025 veio dessa atividade.
O especialista explicou que o aumento financeiro não se deu apenas pelo volume de negociações, mas pelo maior valor pago pelos clubes estrangeiros, impulsionado pela melhora financeira de algumas equipes. O Palmeiras, por exemplo, arrecadou US$ 145,9 milhões de euros (R$ 860 milhões) em vendas, com a transferência de um atleta para o Chelsea por 45 milhões de euros (R$ 265,5 milhões).
Relatórios apontam que o Brasil liderou tanto a saída quanto a chegada de jogadores no futebol masculino profissional em 2025. Os principais destinos dos atletas brasileiros foram Portugal, com 184 transferências, seguido por Malta e Ucrânia. As contratações no país vieram majoritariamente de Portugal, Paraguai e Colômbia.

