A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem tarifas sobre produtos brasileiros aumenta a percepção de risco entre investidores. Rafael Espinoso, gestor da GCB, afirmou que a previsibilidade institucional é crucial para a atração de capital em meio a tensões comerciais.
Espinoso declarou que os investidores já monitoram o risco fiscal no Brasil, e a questão tarifária se soma a esse cenário. Ele explicou que um aumento de tarifas diminuiria a competitividade das empresas exportadoras e pressionaria margens de lucro. Isso ampliaria o prêmio de risco exigido pelos investidores, em um contexto já marcado por juros altos e desafios fiscais.
O gestor comentou que a estabilidade regulatória é um fator decisivo para a alocação de recursos. Ele acrescentou que a disputa comercial transcende os temas citados oficialmente, envolvendo interesses estratégicos entre os Estados Unidos e a China, como terras raras e propriedade intelectual. Espinoso disse que o diálogo é o caminho para reduzir a pressão sobre os mercados.
Caso as barreiras comerciais se intensifiquem, o Brasil deve buscar novos mercados, como Ásia e Oriente Médio. Contudo, o gestor ressaltou que a perda de espaço no mercado americano teria impacto relevante no comércio exterior brasileiro. Ele concluiu que conversar continua sendo a melhor estratégia.


