A Alphabet demonstrou força em seus resultados do primeiro trimestre de 2026, com receita de 109,90 bilhões de dólares e lucro por ação de 5,11 dólares. A empresa utiliza seus próprios chips customizados, os TPUs, para alimentar sua infraestrutura de nuvem, enquanto a Broadcom atua como fornecedora de semicondutores para o setor.
A Alphabet, um hyperscaler, alimenta seu backlog de nuvem, avaliado em 460 bilhões de dólares, com seus próprios chips. Segundo a empresa, o Gemini está processando mais de 16 bilhões de tokens por minuto via API direta. O gasto em capital da Alphabet mais que dobrou, atingindo 35,67 bilhões de dólares, e a projeção para 2026 é de 175 a 185 bilhões de dólares, valor que é direcionado ao seu stack de TPUs.
A Broadcom também apresentou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026, com EPS de 2,44 dólares e receita de semicondutores de IA subindo 143% ano a ano, totalizando 10,80 bilhões de dólares. A projeção de receita de IA para o terceiro trimestre foi de 16,0 bilhões de dólares, segundo Hock Tan. Contudo, esse crescimento depende de grandes hyperscalers, um dos quais, a Alphabet, está integrando verticalmente suas operações.
A análise aponta que a Alphabet evita a compressão de margem do hardware ao projetar seus TPUs e monetizá-los através da nuvem, adicionando um ecossistema Gemini soberano. A Broadcom, por sua vez, vende aceleradores e switches Ethernet para os mesmos clientes, mas enfrenta custos crescentes de fundição e concorrência no campo de ASICs customizados.

