A repetição de filmes de animação, como ‘Moana’, gera obsessão em crianças, fenômeno que a ciência explica por meio do paradoxo da escolha. Especialistas afirmam que o consumo constante de narrativas familiares auxilia o cérebro infantil a processar dados e a refinar suas previsões.
O filme ‘Moana’ tornou-se o mais assistido de todos os tempos no Disney+, acumulando mais de 1,5 bilhão de horas de exibição via streaming. Cristel Antonia Russell, professora de marketing, explica que o desejo de consumir obras conhecidas é um reflexo do paradoxo da escolha, conceito cunhado pelo psicólogo Barry Schwartz.
Sam Wass, psicólogo infantil, detalha que a repetição de uma trama familiar permite que o cérebro da criança processe informações e domine ritmos linguísticos. Ele afirma que, para crianças pequenas, o nível de desafio ideal se encontra na previsibilidade da história, permitindo que elas extraiam novas informações a cada nova visualização.
Russell atribui o sucesso de ‘Moana’ a três fatores: a protagonista que foge do estereótipo, o tema de empoderamento e a trilha sonora contagiante de Lin-Manuel Miranda. Ela comenta que músicas memoráveis tornam a experiência do filme duradoura, permitindo que as emoções positivas sejam revividas apenas ouvindo a canção.

