Um traficante brasileiro detalhou em depoimento o esquema de comércio ilegal de cocaína montado com a guerrilha colombiana, as Farc. O indivíduo fornecia dinheiro, armas e munições em troca dos entorpecentes, e viveu escondido na Colômbia por mais de dois anos.
O traficante explicou como operava o esquema com as Farc na Colômbia. Ele fornecia dinheiro, armas e munições em troca dos entorpecentes. O indivíduo relatou ter vivido escondido na Colômbia por mais de dois anos, sob uma identidade falsa, e expressou medo de ser preso e extraditado para os Estados Unidos.
As atividades fizeram com que o traficante fosse classificado como um dos principais traficantes estrangeiros de drogas, conforme a Lei de Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro. Documentos do processo 1:02-cr-00112, apresentados ao Grande Júri em Washington, indicam indiciamentos por conspiração para importar e distribuir cocaína nos EUA.
Segundo relatos, o grupo organizou o comércio ilegal de cocaína em Barranco Minas, na Colômbia. O agente especial da DEA, Sergio A. Henao, detalhou que o grupo obtinha drogas processadas no leste colombiano e as transportava aos Estados Unidos por aviões. O traficante chegou a receber ajuda de guerrilheiros das Farc para ser levado a um hospital na Venezuela após ser baleado em fuga.

