O uso de ar-condicionado pode gerar custos elevados, mas a manutenção inadequada eleva o consumo de energia em até 50%, segundo especialistas. A poeira acumulada nos filtros compromete o fluxo de ar, forçando o motor a trabalhar mais e desperdiçando eletricidade.
O aparelho, quando operado por cerca de oito horas diárias, pode custar aproximadamente R$ 223 por mês. No entanto, a sujeira nos filtros, serpentinas e turbinas impede o funcionamento eficiente, conforme explica Marcos Aurélio da Silva, executivo de Faturamento e Leitura da Equatorial Goiás. Ele afirma que a sujeira bloqueia o fluxo de ar, fazendo o motor consumir mais energia para manter a refrigeração.
A recomendação é realizar a limpeza preventiva antes do período de estiagem, especialmente em Goiás. Além da manutenção, o especialista aponta hábitos que elevam o gasto. Ajustar o controle para temperaturas muito baixas, como 17°C, aumenta o consumo, pois cada grau reduzido pode elevar o gasto em cerca de 7% a 10%. A faixa ideal de conforto e economia é entre 23°C e 24°C, recomendada pela Anvisa.
Um modelo split de 10.001 a 15.000 BTUs gasta cerca de R$ 222,79 mensais em condições normais, mas esse valor pode dobrar em calor extremo. Como alternativa mais econômica, o ventilador de teto consome cerca de R$ 20,14 mensais. Para economizar, o consumidor deve manter portas e janelas fechadas e optar por aparelhos com selo Procel de eficiência energética classe A.

