A Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de inteligência artificial proprietário com custo cerca de 75% inferior ao de rivais como OpenAI e Anthropic. O lançamento, ocorrido em 9 de julho de 2026, representa o primeiro movimento sério da empresa para monetizar sua API, visando atrair desenvolvedores com preços agressivos.
A estratégia da Meta, segundo Mark Zuckerberg, é tornar a inteligência artificial acessível para que o desenvolvimento ocorra em sua plataforma. Enquanto concorrentes cobram entre cinco e dez dólares por milhão de tokens de entrada e trinta a cinquenta dólares por milhão de tokens de saída, o Muse Spark 1.1 custa aproximadamente um quarto desse valor. Analistas apontam que o custo de entrada do modelo é cerca de 75% menor que o do Claude Opus 4.8 da Anthropic.
Este movimento sinaliza uma mudança de foco, pois a Meta historicamente defendeu o modelo de IA de código aberto. O lançamento do Muse Spark 1.1 é focado em receita. A empresa também está investindo pesadamente em infraestrutura, com um compromisso de capital de giro entre 125 e 145 bilhões de dólares em 2026, seu maior aporte.
Além disso, a Meta está desenvolvendo um chip customizado, o Iris, em parceria com a Broadcom e fabricado pela TSMC, buscando reduzir a dependência da Nvidia e diminuir custos de inferência. A produção do Iris está prevista para setembro, com capacidade de computação dobrada para 14 gigawatts.

