Astrônomos localizaram o primeiro buraco negro de massa estelar no aglomerado globular Omega Centauri, um conjunto de dez milhões de estrelas. A descoberta foi feita com o uso de dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble e observações do Telescópio Espacial James Webb, ajudando a refinar teorias sobre a formação desses objetos.
O aglomerado Omega Centauri, que intrigava cientistas há décadas, deveria conter cerca de dez mil buracos negros menores, mas a evidência era escassa. A equipe utilizou a astrometria, um método que mede pequenos movimentos de estrelas ao longo do tempo, analisando mais de vinte anos de dados do Hubble e complementando com dados recentes do Webb.
O objeto, batizado de oMEGACat BH-2, apresenta massa inferior à esperada e forma um sistema binário com o período orbital mais longo registrado até hoje. Segundo Matthew Whitaker, autor principal do estudo, a precisão das medições foi crucial para identificar o buraco negro invisível.
Os achados também refinaram estudos anteriores, descartando a possibilidade de um objeto de nêutrons. Anil Seth, coautor, explicou que a massa calculada do companheiro escuro é de 4,46 massas solares, o que é surpreendente para um ambiente pobre em metais como o de Omega Centauri. O sistema binário, que orbita a cada 94 anos, é considerado dinamicamente formado.

