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Ciência e Saúde

Cientistas sequenciam genoma do açaí pela primeira vez

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de agosto de 2026 11:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Pesquisadores da Amazônia sequenciaram o genoma do açaí (Euterpe oleracea Mart.), uma palmeira chave para a bioeconomia da Região Norte. O estudo, fruto de parceria entre a UFPA e a Embrapa Amazônia Oriental, busca identificar genes que determinam produtividade, teor de antocianinas e resistência a doenças.

A descoberta visa agilizar o melhoramento genético do açaizeiro. Ao mapear o genoma, os cientistas podem identificar genes responsáveis por características desejáveis, como maior teor de antocianinas e resistência a enfermidades. O conhecimento genômico também permite desenvolver novos produtos, como corantes naturais e antioxidantes, a partir da identificação de moléculas de interesse.

A análise comparou amostras de açaí roxo e branco. Pesquisadores afirmaram que a coloração mais comum resulta da ativação de uma enzima específica, processo que é inibido na variedade branca. Segundo Elisa Moura, da Embrapa Amazônia Oriental, o sequenciamento permite identificar marcadores genéticos, evitando a espera de cerca de 6 anos por informações sobre produtividade.

O avanço também impacta o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas ao cultivo em terra firme. Maria do Socorro Padilha, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, comentou que, se os dados genômicos estivessem disponíveis no passado, o desenvolvimento de cultivares poderia ter sido reduzido em até três vezes. Além disso, o mapeamento pode criar rotas biotecnológicas, permitindo a produção de compostos industriais em laboratório, de forma mais sustentável, segundo Rafael Baraúna, da UFPA.

TAGGED:açaíAmazôniaBiotecnologiagenomamelhoramento-geneticoUFPA
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