A Justiça ainda não localizou o ex-ministro acusado de importunação sexual contra a ex-ministra. Quase quatro meses após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), as tentativas de citação nos endereços conhecidos não tiveram sucesso, forçando a PGR a encaminhar novos locais ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A denúncia, apresentada em março pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, tramita sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça. A citação é um passo processual essencial para que o ex-ministro seja formalmente informado da acusação e possa apresentar sua defesa. Sem essa etapa, o Supremo não pode decidir sobre o recebimento da denúncia e a transformação do acusado em réu.
A acusação da PGR baseia-se em provas reunidas pela investigação, que corroboram o relato da ex-ministra. Entre as testemunhas ouvidas, consta o diretor-geral da Polícia Federal, que participou de reunião onde, segundo a denúncia, teria ocorrido a importunação.
A defesa do ex-ministro declarou que “não há qualquer intenção de evitar a citação” e sustentou que o procedimento segue sob sigilo. Os advogados afirmaram que mantêm confiança na comprovação da inocência do acusado ao longo do processo.

