Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi alvo de investigação da Polícia Federal por suposto direcionamento indevido de recursos em emendas parlamentares. O ministro Flávio Dino apontou a ex-assessora de Arthur Lira como responsável por atuar em favor de Valdemar Costa Neto. A operação, realizada em dezembro do ano passado, apurava o uso irregular de verbas por congressistas.
A servidora da Câmara possuía um papel de destaque em Brasília, sendo tratada como chefe de Poder em reuniões na Esplanada dos Ministérios. A investigação da PF focou em sua atuação no encaminhamento de emendas de comissão, sob a acusação de trabalhar sem interesse republicano. Relatos indicam que Tuca auxiliava prefeituras, deputados e ministérios, tendo acesso a senhas em sistemas específicos para garantir o destino dos valores acordados.
Para a PF e o ministro Flávio Dino, Tuca é suspeita de direcionar emendas sem critérios técnicos. Um parlamentar informou que ela enviou planilhas prontas, indicando a destinação de R$ 1,125 bilhão sem especificar autores ou beneficiários. Deputados e a própria assessora afirmam que sua função era puramente técnica, exercida por delegação.
A atuação de Tuca se estendeu por diversas pastas, como Cidades, Saúde e Educação, e ela era considerada por colegas como uma profissional gerencial e incisiva. A Mesa Diretora da Câmara solicitou ao STF em dezembro que ela retornasse ao cargo, em processo que tramita em sigilo, enquanto a defesa nega qualquer papel além do técnico.

