O caixão do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi transportado em um caminhão frigorífico pertencente à rede de supermercados finlandesa K-Group, no Iraque. A ocorrência gerou uma investigação por parte da empresa, que não possui frota própria e suspeita de venda irregular do veículo.
Imagens divulgadas por veículos de comunicação mostram o caixão sendo retirado do caminhão durante a passagem do cortejo fúnebre por Karbala, no Iraque. A emissora pública finlandesa Yle relatou que a Kesko, proprietária da K-Group, iniciou uma apuração sobre o uso do veículo.
A empresa declarou que não mantém frota própria e acredita que um antigo parceiro logístico tenha vendido o caminhão sem remover a identificação da marca. A apuração foi motivada pela descoberta de um anúncio em um grupo de compra e venda no Facebook, no Iraque, que oferecia um veículo idêntico, ainda com os adesivos da K-Group.
O responsável pelo anúncio afirmou ter apenas intermediado a negociação, informando que o comprador do caminhão era o Exército iraquiano. O incidente levanta questões sobre a circulação de bens e a rastreabilidade de veículos no Oriente Médio.


