O plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza enfrenta sérios obstáculos. A força internacional de estabilização, prevista em 20 mil soldados, deve iniciar com apenas 10 a 20 militares marroquinos. A proposta, que visava o fim da guerra e a reconstrução, encontra-se estagnada.
A iniciativa, que previa a transição do poder do Hamas para um conselho tecnocrático palestino após um cessar-fogo, não avançou conforme o esperado. O Hamas segue sem abandonar suas armas e Israel mantém operações militares no território. Segundo autoridades de saúde do enclave, mais de 1.000 palestinos morreram por ataques israelenses desde o cessar-fogo do ano passado.
O contingente militar internacional, que deveria ter sido enviado em junho, agora é esperado nos próximos meses e passará por treinamento em uma base logística perto da passagem de Kerem Shalom. O conflito entre Israel e Irã reduziu o interesse de alguns países na missão, como a Indonésia, que suspendeu negociações.
Apesar de promessas de cerca de US$ 17 bilhões para reconstrução, apenas uma fração dos recursos foi arrecadada. Episódios de violência continuam a marcar a rotina, como o caso de um motorista palestino que foi baleado por soldados israelenses durante a distribuição de ajuda humanitária.

