Pesquisadores demonstraram que sensores de lidar, utilizados em frotas de veículos autônomos nos EUA, podem ser manipulados por malware. A vulnerabilidade, apontada por um professor da Duke University, cria tensões entre cadeia de suprimentos e segurança nacional, especialmente com componentes de fabricantes chineses.
O professor Miroslav Pajic demonstrou que é simples manipular o lidar fisicamente. Em um ataque, um malware inserido em uma unidade de lidar simulou a presença de uma pessoa na nuvem de pontos do sensor, embora ela não estivesse fisicamente presente. Em outro caso, um obstáculo real desapareceu completamente da saída do sensor.
A Hesai Group, fabricante de lidar sediada em Xangai, detém cerca de um terço do mercado global de vendas automotivas de lidar. Apesar de o Pentágono ter colocado a empresa em lista negra como entidade militar chinesa em 2024, a Hesai já fornece sensores para plataformas autônomas como Zoox e Nuro. A Nvidia também selecionou a Hesai para sua arquitetura DRIVE Hyperion 10.
Um analista da Foundation for Defense of Democracies afirmou que a legislação chinesa permite que Pequim exija que empresas como a Hesai entreguem dados, transformando os sensores em um vetor de ataque e risco de coleta de dados. A Hesai rejeitou essa alegação, argumentando que seus sensores não possuem armazenamento interno e que seu firmware está disponível para escrutínio externo.

