A combinação de dois medicamentos, administrada antes e após a cirurgia de retirada da bexiga, reduziu em cerca de 60% o risco de recorrência, progressão ou morte em pacientes com câncer de bexiga. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso dessa terapia perioperatória no Brasil para pacientes que não podem receber cisplatina.
Os estudos, analisados pela empresa farmacêutica, focaram no tratamento do câncer de bexiga, o nono tipo mais comum globalmente, que registra mais de 614 mil novos casos anualmente. O primeiro estudo avaliou pacientes que necessitaram de cirurgia e não podiam receber a quimioterapia padrão à base de cisplatina. Os pesquisadores compararam o procedimento isolado com o uso da combinação de enfortumabe vedotina e pembrolizumabe, observando que o risco de morte diminuiu em aproximadamente 50%.
Após dois anos de acompanhamento, 74,7% dos pacientes que receberam os dois medicamentos não apresentaram sinais de progressão da doença. O segundo estudo, que envolveu 886 pacientes com carcinoma urotelial avançado, demonstrou que a combinação alcançou taxa de resposta de 67,5%, superior aos 44,2% obtidos com a quimioterapia isolada.
Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, declarou que os resultados reforçam o potencial da combinação em diferentes fases do câncer urotelial. No Brasil, o uso perioperatório da combinação foi recentemente aprovado para a população de pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo inelegíveis à cisplatina.

